Arquivos mensais: abril 2015

Responda se puder: Nikon ou Canon?

Canon e Nikon são dois titãs do mercado DSLR, lançando uma gama variada de novas câmeras nos últimos anos.

A velha pergunta de qual marca é a melhor  pode ser difícil de responder, mas fique tranquilo que depois de ler esse guia você terá uma ideia mais clara da solução que melhor se adapta às suas necessidades.

A Nanotech Câmeras quer saber: você é um Nikonzeiro ou Canonzeiro? Preparamos pra você observações sobre as principais câmeras Nikon e Canon com uma comparação dos principais aspectos e características oferecidas. Separamos nossas análises por categorias de preço, são elas: câmeras de entrada, médio formato e top de linha.

Queremos que você responda a pergunta: qual é melhor pra você, Nikon ou Canon?

Canon vs Nikon: DSLR de entrada

O mercado de fotógrafos iniciantes é um dos mais importantes para qualquer fabricante, pois apesar do preço baixo, é aqui que o usuário é geralmente fisgado por um sistema específico ao qual vai, provavelmente, ser leal por muito tempo.

A Nikon tem tido um ótimo desempenho no mercado de entrada e a fabricante que mais vende há algum tempo. A D3200 não é a mais recente da linha D3000 – a D3300 é. Mas como a mais recente é um pouco mais cara que as outras, decidimos fazer observações sobre a D3200.

Apesar de ser um modelo mais antigo, a D3200 tem um sensor de 24.2 mega pixels (mp), o que é uma resolução bem alta para o mercado de entrada. Ter uma resolução dessas é positivo caso você precise cortar as imagens e ainda assim ficar com um tamanho bom para impressão. Isso é bem legal se você tem apenas uma lente e não tem fundos para comprar uma telefoto.

A D3200 também tem um processador Expeed 3 para baixo ruído, um bom alcance de quadros por segundo e grava vídeos e full HD. Se você pode esticar o orçamento, a Nikon D3300 oferece mais detalhes na resolução graças a ausência do filtro OLPF.

Enquanto isso a  Canon EOS 100D é a menor e mais leve DSLR do mundo, uma câmera muito compacta. Ela tem 18mp num sensor APS-C cropado.

O sensor é um híbrido CMOS AF II, o segundo da geração das câmeras Canon EOS M. Ele tem fases de detecção de pixels o que ajuda no foco automático quando se está fazendo um vídeo ou usando o Live View.

Ambas as câmeras oferecem uma série de funcionalidades para o usuário iniciante que é tudo que ele precisa para sair da zona de conforto e explorar os aspectos mais profundos da fotografia.

A D3200 chama atenção pois vem com um Modo Guia, que ajuda a fazer a foto que você precisa quando se está só sem precisar recorrer ao manual de instruções ou procurar por ajuda on line.

A qualidade de imagem é excelente em ambos modelos, mas as cores são um pouquinho mais vistosas na Canon 100D. A 100D também tem uma série de filtros criativos para se experimentar com diferentes resultados na câmera, algo que falta na D3200 (embora já exista na D3300).

A 100D tem 9 pontos focais no sistema, enquanto a Nikon D3200 tem 11. Ambas tem pontos de foco extra sensíveis no centro o quadro, gravam filmes em resolução full HD e tem espaço para plugar um microfone externo.

Canon vs Nikon: médio formato

O mercado das DSLR´s intermediárias é muito interessante, com preços num ponto em que você pode ter peças realmente boas sem precisar fazer um investimento tão alto.

A Canon 700D foi um rápido substituto para a 650D e tem um belo set de configurações num corpo menor e mais leve que a Canon EOS 7D, por exemplo. A 700D tem 18 mega pixelx com um sensor cropado tamanho APS-C e processador Digic 5. Ela também tem um sistema de autofoco híbrido para usar com o Live View ou no modo vídeo com 9 pontos de focagem, todos do tipo cruzado.

Autofoco Híbrido

Esse sistema foi visto pela primeira vez na Canon EOS M, o sistema das câmeras compactas da compania e é usado para focar as imagens com mais velocidade – as DSLR´s geralmente têm dificuldade para operar em altas velocidades no modo Live View.

A Canon introduziu o touch screen pela primeira vez na linha DSLR com a 650D, algo que continuou com a 700D. Isso é particularmente útil para acertar os pontos de foco quando você está fotografando em Live View ou fazendo um vídeo, além de ser útil para fazer mudanças nas configurações e também quando se está vendo as imagens já clicadas. O touch screen é articulado e você pode fazer fotos dos ângulos mais bizarros.

Nesse cenário a Nikon ainda deve introduzir uma DSLR com touch screen no mercado, então se você é um fã desse tipo de tecnologia, as Canons serão mais atraentes.

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Se você pode gastar mais a Canon 70D é uma excelente escolha para os entusiastas mais avançados. Ela tem um sensor CMOS de 20.2mp, casado com o recente processador Digic 5.

Além de ter uma contagem de pixels maior que as outras Canons com sensor no formato APS-C, a 70D tem um sensor CMOS com dispositivo Dual Pixel que habilita focagem ainda mais rápida ao usar Live View e fazer vídeos. Diferente da 700D, a 70D tem 19 pontos focais.

A 700D pode fotografar até 7 frames por segundo com a resolução máxima até 65 JPEGS ou 16 arquivos RAW. Isso é muito útil se você está precisando de uma câmera para fotografar esporte ou outros objetos que se movimentem rapidamente.

 Touch Screen Articulado

Assim como a Canon 700D, a 70D também tem um touch screen articulado. Mas o que chama mais atenção na 70D é o seu Wi-Fi embutido, algo que a Nikon D5300 também tem, mas não sua competidora mais direta, a D7100.

Tranquila nesse tipo de mercado está a Nikon D5300. Se você está atrás de mais resolução, o sensor de 24.2 mega pixels, que não tem o filtro OLPF, pode ser mais atraente que os 18mp da Canon 700D.

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A substituta da D5200 é a D5300 que tem muitas das características de sua antecessora , mas uma das mudanças mais significativas é a presença do novo processador Expeed 4. A D5300 tem um modo de efeitos, assim como a Canon 700D e a 70D.  A diferença é que com a Nikon você consegue utilizar os efeitos ao fotografar pelo visor ocular e com a Canon apenas quando está visualizando a imagem pelo touch screen.

Em termos de display a D5300 não é sensível ao toque como a 700D e é um pouco mais larga com pouco mais que 8cm. Também é articulada, de novo facilita para fotografar ou filmar em ângulos diferentes.

Subindo um pouco de nível encontramos a Nikon D7100. Ela tem um sensor de 24.1mp e seguindo a tendência do momento teve seu filtro OLPF retirado para melhorar os detalhes de resolução. Ela tem o processador Expeed 3 – como na Nikon D4 e D800 – que permite expandir a sensibilidade do ISO até 25.600.

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Se você é um fotógrafo de esportes, a D7100 é mais indicada que a D5300 já que sua capacidade de fotografar em sequência é de 6fps (comparado aos 5fps da D5300). Apesar de tudo ela não bate a 70D. Outra vantagem pra quem fotografa esportes ou a vida selvagem é o modo de crop (corte) 1.3x que permite chegar perto do objeto sem precisar cortar a imagem na pós-produção. Ela também supera no número de disparos por segundo: 7fps.

Em termos de focagem, a D7100 supera a 70D com 51 pontos focais, dos quais 15 são do tipo cruzado ao redor do centro do frame (quadro). Outra diferença é que a D7100 tem a tela fixa o que pode dificultar na hora de fotografar ou filmar em ângulos não usuais.

Subindo de nível

Saindo do meio da categoria e indo um pouco mais para a ponta na escala, você pode fazer um ótimo negócio ao comprar câmeras mais antigas como a Canon EOS 7D e a Nikon D300S que já foram muito caras e hoje tem preços melhores.

canon EOS 7D-650-80

Apesar de elas serem modelos antigos, elas ainda figuram entre as melhores da categoria médio formato oferecidas por ambas fabricantes. E se o seu objeto é esporte ou vida selvagem elas oferecem uma vantagem sobre as full frame, pois com sensores APS-C cropados as lentes ficam com um alcance extra.

Uma forte vantagem que a 7D tem sobre as outras é o fato de poder fotografar 8 quadros por segundo (fps) que junto com um sensor de 18mp, um sistema de 19 pontos focais e um corpo de magnésio formam uma câmera resistente às intempéries do tempo.

Enquanto isso, a D300S é ainda mais antiga, oferece 12.3mp o que é bem baixo para os padrões atuais. Ela faz vídeo com apenas 720p, mas se você não se preocupa tanto assim em filmar com muita qualidade isso não é tão importante.

Nikon D300S-650-80

Ela é boa em outros aspectos: tem 51 pontos focais, fotografa a 7fps e com o grip de bateria MB-D10 faz 8fps. E se você frequentemente fotografa com pouca luz é a Canon que vence a disputa com um alcance de ISO que vai de 100 à 12800 comparado ao ISO 200 – 6400 da D300S. Fotografando à sensibilidades altas como essas a Canon tem um resultado melhor, sem tanto ruído.

Canon vs Nikon: top de linha

Todas as câmeras dessa categoria são DSLR´s full frame o que significa um sensor maior, mais ou menos do tamanho de um negativo antigo e que dá muito mais qualidade à imagem.

Ambas Nikon e Canon tem uma “câmera de entrada” full frame feita para os entusiastas avançados ou profissionais procurando um segundo corpo. Elas oferecem as mesmas especificações das câmeras mais avançadas, mas num corpo menor.

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A Canon 6D tem um sensor full frame de 20.2mp enquanto a Nikon D600 tem um dispositivo de 24.3mp. A Nikon também supera a Canon no foco automático: são 39 pontos focais contra 11 da 6D.

Entretanto é a 6D que domina a fotografia em condições de luz muito baixas, oferecendo sensibilidade ISO 100 – 25600 e que pode ser expandido para ISO 50 – 102400! Enquanto isso, a D600 oferece ISO 100 – 6400 podendo se expandir para 50 – 25600.

Se você não costuma fotografar com pouca luz vai se interessar por outros fatores. Um detalhe pequeno, mas interessante, é que a D600 oferece um campo de visão de 100% ao fotografar pelo visor ocular enquanto a 6D oferece 97%. Então pode ser que com a 6D você encontre algo no resultado da foto que não estava na composição inicial.

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Nenhuma das duas têm touch screen articulado. Em termos de qualidade de imagem, as cores da Canon tendem a ser um pouco mais quentes e por isso mais agradáveis aos olhos. Em comparação, as imagens da D600 são um pouco mais fiéis à realidade.

A 6D tem Wi-Fi embutido, a única com essa característica na categoria. Isso é uma função útil em muitas ocasiões pois você pode mandar imagens rapidamente para um smartphone ou tablet e compartilhá-las online, além de poder usar a câmera por controle-remoto. Isso é uma grande vantagem para fotógrafos de natureza, por exemplo.

Pontos altos

Estão no topo da categoria para os entusiastas avançados ou semi profissionais, a Nikond D800 e a Canon EOS 5D Mak III.

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A D800 tem um sensor de incríveis 36.3mp – a maior resolução do mercado – causou na época em que foi lançada. Sua variação, a D800E, é oferecida sem o filtro OLPF, vantagem para quem gosta de fotografar paisagens pois, como dito anteriormente, confere mais qualidade nos detalhes e uma resolução maior.

Enquanto isso, a 5D Mark III tem um respeitável sensor de 22.3mp. Geralmente é a Nikon que tem o modo de foco automático mais cheio, mas nessa categoria é a Canon que leva a melhor: são 61 pontos focais contra 51 da D800.

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Pelo preço que elas tem, ambas cobrem 100% do campo de visão quando você fotografa pelo visor ocular e têm uma tela LCD de 8.1cm.

Mais uma vez é a Canon que oferece mais facilidade para fotografar com pouca luz, se alcance de ISO é de 100 – 12800, podendo se expandir até 50 – 102400. A Nikon D800/E oferece ISO 100 – 6400, podendo expandir para 100 – 25600.

Em termos de reprodução de cor, a D800 passa por dificuldades para reproduzir imagens levemente frias. A 5D Mark III é capaz de produzir imagens saturadas belíssimas direto da câmera.

Fotógrafos iniciantes, essa é pra vocês!

O Blog da Nanotech Câmeras estréia hoje uma nova categoria de posts tão útil quanto as outras: a categoria Dicas! Aqui você vai encontrar as melhores dicas fotográficas para iniciantes e profissionais. A Nanotech não deixa ninguém de fora!

A fotografia é um assunto complicado e pode ser um campo minado para alguns, enquanto pra outros pode ser tão tranquilo quanto um passeio no parque. Se você está no primeiro grupo e pular de um carro em movimento parece uma melhor ideia do que tirar sua DSLR do modo automático, então esse post é pra você.

Dirigimos o primeiro post dessa categoria para aqueles que estão começando a usar uma câmera DSLR, aqueles que subiram de nível e agora se vêem em meio a tantas possibilidades que não sabem nem por onde começar. Mas calma é só ler o texto que preparamos que você já vai ficar mais confortável nesse universo inexplorado.

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Pra começar:

  1. Conheça sua câmera, não tenha preguiça de ler o manual.
  2. Pratique, pratique e pratique. Não tenha medo de aprender errando.
  3. Fotografe o que você ama. Um fotógrafo apaixonado é o melhor de todos!
  4. Fotografe em casa. Use o quintal, a sala de estar, seu cachorro, sua família.
  5. Tente diferentes pontos de vista. Saia da linha básica da visão.
  6. Crie arquivos no computador e organize suas fotos. Não seja preguiçoso!
  7. E por último, mas não menos importante: preste atenção na luz!

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Continuando:

Segure sua câmera direito

Parece um pouco óbvio, mas para fazer boas fotografias a câmera precisa estar o mais estável possível e não importa o quanto você ache que ela está fixa, um apoio extra sempre ajuda. Por exemplo: colocar a mão esquerda espalmada embaixo da câmera vai ajudá-la a se manter na posição sem colocá-la num tripé e não custa nada. Usar o visor ocular ao invés de usar a DSLR como uma máquina digital simples também ajuda na estabilidade.

É comum a presença de uma rodinha do lado do visor ocular e é útil saber o que ela faz. Ela se chama controle dióptrico e ajuda a ajustar o foco do visor em si, permitindo que você o altere para que se adeque ao seu olho. Isso é bom pra quem é míope e não vai usar a câmera com óculos, é claro.

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Triângulo de exposição

A exposição é o equilíbrio de luz na imagem e existem três fatores que a influenciam.

Tradicionalmente, quando você usa a câmera no automático, a câmera tenta encontrar o equilíbrio perfeito entre luz e sombra, ajustando corretamente os três fatores para tentar alcança-lo. Para imagens mais impactantes e originais você precisa sair do modo automático e isso requer entender abertura, ISO e velocidade do obturador.

Entendendo abertura

Abertura é só uma palavra chique para buraco, mas é claro que nada é tão simples assim. Para controlar a abertura você precisa colocar a câmera no modo AV ou A, dependendo do fabricante.

A abertura é medida por pontos f como são conhecidos, por exemplo f/2.8 ou f/16, e representa a quantidade de luz que entra pela lente e chega ao sensor. Quanto mais baixo seu número, maior é o buraco e portanto mais luz consegue entrar na câmera. E ao contrário, quanto maior o número, menor o buraco e menos luz chega ao sensor.

E por que você vai querer controlar a abertura? Porque ela influencia uma coisa chamada profundidade de campo. Profundidade de campo quer dizer, em outras palavras, a parcela da imagem que está focada, do primeiro plano para o fundo.

Se você usa um valor f baixo (f/2.8 por ex.) o objeto em primeiro plano estará focado e o fundo desfocado, embaçado. Isso é perfeito para retratos pois ajuda a atrair a atenção para a pessoa que está na foto. Na outra ponta da escala, um valor f alto é ótimo para paisagens quando você quer que toda a extensão da foto esteja em focada.

É bom saber que ao mudar o tamanho da abertura você também muda a quantidade de luz que entra e isso vai mudar a velocidade necessária para fazer um disparo perfeito. Com f/2.8 é provável que a velocidade seja bem mais rápida do que com um f/16 que por sua vez exigirá uma velocidade mais lenta e provavelmente um suporte melhor.

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Entendendo a velocidade do obturador

Para controlar a velocidade do obturador você terá que colocar sua câmera no modo S ou Tv, dependendo do fabricante. Controlar o obturador é uma mão na roda quando você quer fazer fotos de fogos de artifício ou de objetos em movimento, como alguém pulando no ar ou esportes.

Ela é medida em segundos. Se está marcando, por exemplo, 1/4000 quer dizer que você estará fotografando à velocidade de 4 milionésimos de segundo e se estiver marcando 30″ quer dizer que a câmera captará luz por 30 segundos. Quanto mais rápida a velocidade, menos luz chega ao sensor e quanto mais lenta, mais luz consegue passar. Essa é fácil de entender.

É simples: velocidades rápidas para movimentos rápidos e velocidades lentas para borrar o movimento. O pessoal usa velocidades lentas para fazer o chamado light painting ou pintura com luz.

Não é recomendável segurar a câmera com as mãos para velocidades mais lentas que 1/60. Apoie a câmera em algum lugar!

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Entendendo ISO

O ISO é uma herança das câmeras analógicas, onde o filme tinha diferentes sensibilidades. Ele entrou no mundo das câmeras digitais e permite a elas intensificar a luz capturada, como se você estivesse usando um filme com mais sensibilidade.

Ele deve ser usado com cautela. Um ISO alto pode ser usado para fotografar com pouca luz, mas ele “granula” a imagem tornando-a mais ruidosa, com menos detalhes e qualidade. Em algumas situações isso é aceitável, em outras vai estragar sua foto.

Usando um ISO baixo você vai preservar os detalhes capturados, mas para garantir a melhor imagem possível ele precisa estar em equilíbrio com a velocidade e a abertura mencionadas acima. O modo automático faz exatamente isso, mas vale a pena tirar várias fotos com diferentes valores de ISO no melhor estilo tentativa e erro para ver a diferença nos resultados e até onde você vai deixá-lo ir.

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